terça-feira, 24 de agosto de 2010

Estranhamento

Nada sei do que me habita, me consome e me comprime
Sei apenas do que me chega:
um sorriso fraco, quase um suspiro
uma alegria ingrata
simulacro de contentamento
(eu sei do vômito, não da náusea)
Ignoro, mas não me engano:
em algum recanto eu sofro. 
(2005)

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